A força da diversidade religiosa na Paraíba

A Paraíba é um estado de muitas fés. Quando caminhamos pelas ruas de João Pessoa, cruzamos igrejas centenárias, terreiros de Jurema, mesquitas, centros espíritas e comunidades que carregam, cada uma à sua maneira, um jeito próprio de buscar o sagrado. Essa diversidade não é um detalhe, é parte da alma do nosso povo.

Um estado plural, mesmo sendo majoritariamente católico

Estudos sobre religião no estado mostram que a Paraíba é predominantemente católica, reunindo cerca de 78% da população, seguida pela comunidade evangélica, com aproximadamente 15%. Mas os 7% restantes contam uma história diversa: espíritas, praticantes de religiões afro-brasileiras e afro-ameríndias, budistas, muçulmanos e outras tradições orientais e ancestrais dividem o território paraibano há décadas, algumas há séculos.

Em João Pessoa, essa pluralidade ganha corpo em manifestações como a Jurema Sagrada, tradição nascida do encontro entre povos indígenas, comunidades negras e elementos do catolicismo popular, que resistiu a perseguições históricas e segue viva até hoje através de mestres, caboclos e rituais de cura. É uma religiosidade que carrega, na própria origem, a marca da resistência de povos que não deixaram sua ancestralidade ser apagada.

Fé como resistência, fé como identidade

A presença de comunidades de terreiro, quilombolas e indígenas na Paraíba não é só uma questão espiritual: é uma questão de identidade e de território. Praticantes de religiões de matriz africana e indígena enfrentam, ainda hoje, preconceito, intolerância religiosa e falta de reconhecimento institucional. O mesmo vale para outras minorias religiosas do estado, como as comunidades muçulmanas, que relatam dificuldades de aceitação social mesmo com décadas de presença na região.

Reconhecer essa diversidade é reconhecer que a fé do povo paraibano, em suas várias formas, é também uma ferramenta de acolhimento, cura e pertencimento em meio às dificuldades da vida cotidiana. Não é à toa que tantas dessas tradições nasceram ou se fortaleceram em contextos de pobreza, exclusão e busca por dignidade.

O que isso tem a ver com nossa candidatura

Rosely acredita que respeitar a fé do povo é fazer política pública. Isso significa:

  • Defender a liberdade religiosa como direito de todas as mulheres e homens, sem hierarquia entre religiões;
  • Combater o racismo religioso que atinge, de forma especial, terreiros, casas de Jurema e comunidades de matriz africana e indígena;
  • Reconhecer as lideranças religiosas de comunidades quilombolas e indígenas como parceiras legítimas na construção de políticas públicas;
  • Valorizar o turismo religioso e cultural como fonte de renda e orgulho para as comunidades locais, sem transformar espaços sagrados em espetáculo.

Rosely é uma mulher que carrega como bandeira assumir, com respeito, que a espiritualidade do povo paraibano é diversa, e que essa diversidade não divide, ela fortalece. É andar ao lado das mulheres de terreiro, das lideranças quilombolas, das mulheres indígenas e de todas as fiéis que, cada uma à sua maneira, sustentam suas famílias e comunidades pela fé.

Uma Paraíba que se reconhece em suas várias crenças

Mais do que tolerância, o que a Paraíba pede é reconhecimento: que cada tradição religiosa seja vista como parte legítima da cultura e da história do estado. É esse o compromisso de Rosely: uma candidatura que entende que defender as mulheres é também defender o direito delas de crer, rezar e resistir do jeito que aprenderam com suas ancestrais.

Fé, ancestralidade e território caminham juntos na luta das mulheres paraibanas, e essa luta também é política. Pela diversidade religiosa, vote 13.110.

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