Programas sociais: Fome Zero e o que está em jogo nesta eleição

O Fome Zero e a saída do Brasil do Mapa da Fome

Em 2003, no primeiro ano do governo Lula, nascia o Programa Fome Zero — a resposta de um país que decidiu que fome não é destino, é escolha política. Criado a partir de um projeto elaborado ainda em 2001 pelo Instituto Cidadania, o programa reuniu, pela primeira vez de forma coordenada, transferência de renda, fortalecimento da agricultura familiar, geração de trabalho e mobilização da sociedade em torno de um único objetivo: garantir que todo brasileiro pudesse fazer três refeições por dia.

O resultado apareceu nos números. Entre 2002 e 2013, o Brasil reduziu em 82% o número de pessoas em situação de subalimentação, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Em 2014, o país saiu do Mapa da Fome pela primeira vez na história — um feito que o transformou em referência internacional de política pública contra a fome.

Do Fome Zero nasceram programas que até hoje sustentam a rede de proteção social brasileira: o Bolsa Família, maior programa de transferência de renda do mundo; o Programa Nacional de Alimentação Escolar; os restaurantes populares e cozinhas comunitárias; e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que conecta a produção da agricultura familiar às famílias que mais precisam.

Infelizmente, o país voltou a figurar no Mapa da Fome em 2022, prova de que essas conquistas não são permanentes — são resultado de escolha de governo, e podem ser desfeitas quando a prioridade muda..

Rosely: da panela de sopão ao mandato

Muito antes de virar pauta de política pública para Rosely, o combate à fome já era prática de vida. Na época da Agenda 21, ela integrava os mutirões comunitários que faziam sopão para as famílias em situação de vulnerabilidade — panela grande, ingrediente doado, mão que não media esforço para garantir que ninguém dormisse sem comer. Era o Fome Zero acontecendo na ponta, no bairro, no rosto de quem servia e de quem era servido.

Essa não foi uma fase. Rosely segue até hoje como voluntária ativa em ações de combate à fome, sustentando na prática o que muitos só defendem em discurso.

É esse histórico que faz da candidata uma aliada natural e coerente dos programas de segurança alimentar — Fome Zero, Bolsa Família e PAA. Rosely defende:

  • Fortalecimento do PAA e da agricultura familiar, como instrumento que garante renda a quem produz e comida de qualidade a quem precisa.
  • Ampliação das cozinhas comunitárias e solidárias, equipamentos que ela conhece de dentro, como voluntária, e sabe o quanto fazem diferença em momentos de crise.
  • Resposta rápida a emergências climáticas, com política pública de segurança alimentar acionada assim que a tragédia acontece.
  • Valorização de quem atua na ponta: agentes comunitários, voluntários e cozinheiras que sustentam esses programas no dia a dia, muitas vezes sem reconhecimento.
  • Compromisso permanente com a meta de tirar o Brasil do Mapa da Fome, entendendo que essa conquista exige vigilância constante e não pode ser tratada como definitiva.

Da panela de sopão da Agenda 21 ao compromisso com política pública de Estado, a trajetória de Rosely mostra que cuidar de quem tem fome nunca foi discurso de campanha, é prática de uma vida inteira. Por mais ações contra a fome na Paraíba, vote 13.110.

Fontes: MDS/Conab, Plano de Trabalho nº 6/2026 (SEI 71000.048161/2026-70); Pacto Contra a Fome, “Fome Zero: o programa que tirou o Brasil do Mapa da Fome” (pactocontrafome.org).

 

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